Sob o título “A lei do silêncio”, o jornalista Paulo Sampaio, em artigo publicado na edição desta terça-feira (09), do jornal Tribuna da Bahia, do qual é editor-geral, critica a ineficiência da polícia baiana e denuncia a postura assumida pelos dirigentes do sistema de segurança pública, que segundo ele, se comportam como se não tivessem a obrigação de prestar contas à sociedade.
“A polícia baiana, eficientíssima quando chamada a bisbilhotar a vida alheia através de escutas telefônicas e recursos tais, tem se mostrado titubeante no trabalho investigativo e na solução de alguns tenebrosos casos”, acusou o jornalista, citando como exemplo o recente assassinato da economista Ananda Lima Barreto Assunção, ocorrido há uma semana, sem que até hoje a polícia desse qualquer informação sobre o caso “escudada na lei do silêncio para impedir que vazem informações valiosas”.
O jornalista cita ainda os assassinatos do líder comunitário Nativo, o do jornalista Jorge Pedra, que em função da “lei do silêncio” imposta pelos dirigentes do sistema público de segurança, caíram no esquecimento. Acrescenta que o caso Neylton não teve o mesmo destino, por conta da pressão da imprensa.
“Que fique bem claro: a polícia deve satisfações à sociedade sim e nós não nos calaremos até ver este crime solucionado. A lei do silêncio não nos amordaçará”, disse o jornalista.